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Direito de Família: Como sobreviver ao divórcio

24 Jan 2017

Direito de Família - Divórcio, Como lidar com os conflitos?

 

 

Hoje quero relembrar interessante matéria que foi publicada em 2001 no sitio MENSCH – O melhor da vida para o Homem atual que tratou sobre “COMPORTAMENTO: Como sobreviver ao divórcio”, matéria que atualizo nessa publicação que também trata dos erros mais comuns após o divórcio (separação) do casal.

 

Assim, mantenha a mente aberta e busque sua felicidade ao se livrar de toda a carga negativa do término do relacionamento, tente traduzir todo o sofrimento que passou em experiência de vida, de modo que não haja sofrimento quando tratar do assunto.

 

Em caso de casais que não tiveram filhos, é mais fácil lidar com o termino da relação pois a etapa de discussão e solução de possíveis conflitos é única, mas quando há prole, o exercício de paciência e respeito mútuo deve estar sempre ativo até que se alcance o amadurecimento da relação rompida.

 

Assim, aproveite a leitura e procure superar os erros mais comuns no pós-divórcio.

 

Caso restem dúvidas ou queira compartilhar sua experiência, não esqueça de comentar e obrigada pela visita.

 

Dra. Renata França – Especialista em Direito de Família e mediadora em Divórcio.

                Acesse: www.advogadasbrasilia.com

 

 

1 – USAR OS FILHOS COMO PEÕES - Usar os filhos para fazer chantagem não ajuda em nada e ainda pode causar traumas irreversíveis nas crianças e adolescentes; Não faça, nem permita que uma criança seja usada para negociar a convivência; Hoje, é lei a guarda compartilhada, assim, ambos os genitores tem o direito e dever de conviver igualmente com seus filhos;

 

2 – EXPOR UM NOVO AMOR - Você pode ter superado o fim da relação, mas trazer outra mulher para um contexto por si só delicado só vai piorar as coisas. Às vezes, por vingança ou necessidade de auto-estima, o homem ou a mulher quer mostrar que “já está em outra”. Primeiro resolva o seu divórcio, deixe para trazer terceiros para a convivência do filho após a solução do litígio, se já há terceira pessoa, peça-a para não se envolver até que tudo fique resolvido, isso incluiu, inclusive em devagar no relacionamento com os filhos do ex-casal. Isso é no mínimo sinal de respeito para todos os envolvidos;

 

3 – VIOLÊNCIA VERBAL - Alguns divórcios são tranquilos, consensuais e podem ser decididos com maturidade e clareza, outros, entretanto, são movidos a brigas, falta de respeito mútuo e muita violência verbal. Tomados de raiva somos capazes de dizer coisas terríveis e que nem sempre são o que acreditamos de fato, dizemos somente pra aplacar nossa raiva e ferir o outro que nos fere. Esquecemos que depois que a raiva passar o que foi dito ainda ecoará para quem ouviu e as coisas ficarão ainda mais difíceis de resolver além de que, as agressões verbais podem ser um caminho para as agressões físicas. Se a relação é permeada por agressividade, contar com profissionais para mediar a conversa é o ideal, evite falar ao telefone, use sms e WhatsApp, assim a margem para discussão é diminuída.

 

4 – TRAZER VELHAS FERIDAS À TONA - Se você quer evitar uma batalha judicial e os altos custos que ela envolve, evite acusações, não importa o quanto você possa desprezar o outro, trazer velhas feridas só causarão mais desgastes e estenderá a solução do divórcio/separação. Não provoque nem busque vulnerabilidades do outro para explorar, especialmente porque, a Lei hoje já definiu tudo relacionado aos bens, aos filhos, no mais, são palavras ao vento.

 

5 – ESCOLHER UM GLADIADOR AO INVÉS DE UM ADVOGADO - Todo divórcio envolve divisão de bens, guarda dos filhos e outros assuntos que implicam a contratação de um advogado. Essa escolha deve ser pensada para resolver da melhor forma os assuntos pertinentes ao fim do casamento e não para entrar em uma briga. Muitos advogados pensam e agem como gladiadores e querem “ganhar a causa” a qualquer custo transformando o seu divórcio em uma sangrenta arena. Não deixe que isso aconteça, afinal, tudo o que você mais precisa ao sair de um relacionamento é de paz. Buscar um advogado que priorize a medição trará uma solução mais rápida e menos onerosa para o ex-casal.

 

6 – SER PASSIVO AO EXTREMO - Ok, você não quer brigar e nós apoiamos, contudo, não brigar não significa se tornar passivo e deixar o outro fazer tudo o que deseja! O que for decidido no divórcio vai valer para o resto da vida, então, participe de tudo e consulte sempre seu advogado antes de assumir qualquer compromisso.

 

7 – DISCUTIR SOBRE QUEM RECEBE O QUÊ – saiba que se você está com um advogado da sua confiança, o juiz vai fazer a partilha justa. Acredite nisso e siga em frente sem se desgastar com picuinhas financeiras.